Empreendedores investem em escola de robótica para crianças e adolescentes

Empreendedores investem em escola de robótica para crianças e adolescentes

O Produto Interno Bruto (PIB) de 2016 do Brasil ficou em 6,3 trilhões, de acordo com os dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Valor baixo em relação ao que realmente podemos produzir se o utilizássemos a tecnologia como ferramenta para o aumento na produtividade, segundo o empresário Glauco Aguiar da Manaós Tech. “A nossa produtividade é muito de commodities (são produtos que funcionam como matéria-prima, produzidos em escala e que podem ser estocados) então a gente acaba sendo um país gigantesco, com uma mão-de-obra gigantesca e a gente produz nada”, explicou.

Aproveitando o mercado para incentivar a criação de tecnologias, Aguiar e o sócio Luiz Garcia investiram na escola de robótica para crianças e adolescentes: a Manaós Tech For Kids. “A gente se utiliza de ferramentas atuais de tecnologia para que eles passem a começar se expressar através de tecnologia e não só consumir”, afirmou.

O empresário e especialista da área relata que a maioria dos alunos que ingressam em cursos destinados à área de tecnologia não possuem o conhecimento básico para aprender a programar. A escola de robótica, portanto, pode auxiliar nesse quesito, além de complementar as matérias desenvolvidas na sala de aula regular como a matemática e ciências.

Durante o curso, os alunos também possuem uma disciplina de empreendedorismo que ensina crianças e adolescentes a pensarem no próprio negócio, construírem as próprias startups, segundo Aguiar.

Para o empresário o mercado de trabalho será cada vez mais restrito e a mão-de-obra será extinta pela automação. “Cada vez mais vamos ter máquinas que fazem melhor do que a gente faz. Então, a gente precisa estar preparado para não sermos suprimidos”, assegurou.

“O profissional vai ter que ser o mais humano possível. Mercado precisa de pessoas criativas, ter o que a máquina não tem”, enfatizou Glauco Aguiar quanto ao aumento de máquinas substituindo os seres humanos nas fábricas.

A dificuldade para encontrar empregos, mesmo que não tenham relação direta com tecnologia, irá ser maior, de acordo com Aguiar. “A tendência é mundial é que a pessoa que não saiba programar, por mais que ela seja de áreas diferentes […] a tendência é que essas pessoas tenham muita dificuldade de empregabilidade”, destacou.

Futuro

O coordenador do HUB Tecnologia e inovação da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) – local onde foi inaugurada a escola robótica e programação Manaós Tech for Kids, Ricardo Serudo, ressalta que a educação científico-tecnológica deve ser incentivada desde cedo. O filho Daniel tem apenas seis anos e já participou de um projeto piloto da Manaós Tech.

“Temos que permitir que eles aprendam certas habilidades e acho que lá com o Glauco (Manaós Tech for Kids) ele vai adquirir isso, esse pensamento científico, analisar solução, pensar em termos lógicos de programação”, relatou.

Serudo diz que sempre incentivou e respondeu aos questionamentos do filho, o estimulando a ser curioso. “Acredito que a criança não pode ser tratada como incapaz. A criança tem muita curiosidade em relação ao mundo”, assegurou.

O empresário e vice-presidente do Instituto Clothilde Sant’Anna, Romulo D. Santana, que também tem um filho de seis anos, planejava fazer a matrícula em uma escola de São Paulo, com turmas a partir de sete anos. Até que surgiu a oportunidade de iniciar os estudos na idade em que está e em Manaus. “Nós, pais, precisamos aproveitar e alimentar esse desejo de aprender que é natural nas crianças”, contou.

De acordo com Santana, o domínio da tecnologia é importante não só para o futuro das crianças, mas como do Brasil. “Não basta ser um usuário da tecnologia. Precisamos formar uma geração de inovadores em tecnologia para tirar o Brasil das últimas posições do ranking mundial de patentes”, disse.

Categories: Inovações, NetWorking

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